E por todos eles e elas, que procuram aquela agulha no palheiro, fui.
E fiquei contente por saber que além de mim, pelo menos mais umas 700 e tal pessoas também aderiram ao pedido.
Fiquei com a lágrima no canto do olho quando cheguei, e vi um mar de gente, homens e mulheres, dispostos a dar um pouco de si para salvar uma vida, seja de quem for.
Porque me coloco no lugar daqueles pais, e sinto a sua dor.
Porque quem tem filhos sabe e compreende.
Porque é difícil imaginar que a vida de uns esteja dependente da boa vontade de outros, como se a vida fosse assim, uma coisa qualquer.
Fui, e sinto-me agora muito melhor comigo mesma, porque sei que cumpri o meu dever.
Porque de facto doar sangue é dar vida.
A todos os que nunca o fizeram, e já pensaram ou não em fazê-lo, eu dou o meu conselho.
Vão, não custa nada, e as nossas gotas de sangue podem ser o tesouro de alguém.
Podem ser a sua vida.